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Este blog surgiu para que possamos interagir dentro deste Universo de possibilidades que nos é oferecido. Convido-os para conhecermos as verdades desta obra Divina e cósmica.

31 agosto, 2013

Lamentos de uma Mãe Gentil

                                                       
Brasil! Oh, Brasil! Que saudades tenho do tempo que não carregava um fardo, pois não o conhecia; das matas verdes e magníficas que ainda existiam sobre mim, dos homens que aqui não tinha e das mulheres que longe estavam.
Oh! Brasil. Que saudades dos tempos juvenis, que outrora vivi e que outrora perdi. Minha virgindade era realmente pura e minha; meus mares, rios, florestas.
Meus animais, homens, pássaros que viviam para viver, comiam simplesmente por comer, pois a fome aqui não chegava.
 As minhas lutas e guerras eram gloriosas, pois justas, porque a natureza me cuidava. Depois de um longo tempo surgiu o homem e sua cobiça. Primeiro eram todos irmãos, todos iguais; por dentro, por fora, ao derredor, por cima e abaixo. Nas guerras entre si brigavam apenas com arco e flecha.
No céu, ainda eu via as estrelas a brilhar iguais às tochas como o fogo amigo da paz.
O Bom dia, Boa tarde, no qual o "Bah Tchê" ainda era pronunciado com honras e alegrias.
Que saudades das milongas tocadas até tarde da noite.
Apenas os ingênuos indígenas tocavam meu corpo, bebiam de minha água e se fascinavam com a abóbada celeste sobre mim.
Minhas riquezas, em cada canto da imensa extensão que possuía, podia-se enxergar. Havia ouro, prata, esmeraldas, águas puras dos rios que beiravam a perfeição. Mas fui invadida pelos Mamõyguara Opá Mamõ Pupé[1] sobre toda a Minha Terra e
 fiquei dilacerada ano após anos. Os abatis[2] agora é o ouro; a mãdi'og[3] a prata e a komandá[4] e a petyma[5] o petróleo.
A transformação que ocorreu, século após século, transmutou minhas belezas e a ignorância, a cobiça e o poder estão me levando ao fim.
 Oh! Meus filhos! Que saudades tenho do futuro que não vi. Das saudades dos límpidos rios que não mais existem. Das estrelas que não mais se vê. Dos filhos que não são mais tão meus.
A corrupção galopante que acontece nas minhas entranhas trazem fortunas rápidas para os que estão no poder, principalmente, entre os dirigentes do mais alto escalão.
Vejo minhas crianças morrendo por falta de segurança de todos os tipos e meios.
Meus velhinhos, que cuido com tanto carinho lhes dando a oportunidade de viverem mais, estão sendo mortos por falta de atendimento de saúde e não é por falta de médicos, isto muitos dos meus filhos o são, mas sim, pela falta de equipamentos cirúrgicos, de higiene e de materiais de extrema necessidade.
Um enorme grupo dos meus rebentos emprobecidos de oportunidades foram violentamente comprados com o esquema eleitoreiro de "Bolsas". Estas tais "bolsas" têm vários nomes, porém, tais atos e proposições dos Poderes Públicos visam apenas à captação de votos, e não, aos interesses comunitários dos meus filhos. Elas, porém, põem meus rebentos na obrigação de votarem naqueles que lhe ofereceram a "ajuda" sem a necessidade de trabalhar. São considerados inúteis pela sociedade pelo próprio Poder Público, pois a única utilidade são os seus votos e quanto mais filhos fizerem mais votos terão.
Nenhum filho meu é inútil e todos merecem educação, trabalho, segurança, alimento, saúde e, principalmente, amor. Porque tudo aquilo que falta, demonstra inexistência de patriotismo e amor por parte dos governantes para com os meus filhos.
Antes de acabar de expor meu lamento de dor, peço aos corruptores e corrompidos que não cantem mais o Meu Hino, aliás, nenhum hino referente a mim, porque de suas bocas e atitudes somente sai uma grande traição e vou considerar isto como um insulto.
E aviso: quando suas últimas moradas for dentro de Mim preparem-se...
Mas, onde está a valentia dos meus filhos? Onde? Será que me abandonaram a minha própria sorte? Filhos! Onde estão os Caras Pintadas? Debandaram todos?
Sintam! Sintam tremer meu solo. Ouço vozes bradando ao longe: Brasil, Brasil... E olho para lá e vejo ao longe... é o sol! O sol que está novamente brilhando e com ele a bravura dos meus filhos renascendo e retornando e com galhardia me salvando. Agora ao olhar para a frente, vejo novamente o céu, as estrelas e meus filhos unidos pela paz. A paz conquistada pela união de suas vozes que em coro cantaram em todos os meus cantos e  recantos mais distantes e todos em uma só garganta clamando, bradando e cantando com orgulho a nossa vitória e novamente se ouve o meu Hino construído com suor e sangue da minha gente.
“Brasil para sempre serás a nossa mãe sagrada, pura e brasileira.”
Quando ouvi isto me emocionei. Até chorei. Mas foi uma chuva de alegria e todos entenderam.
Bradem com valentia meus filhos. Sejam fortes como eu sou.
E quando pensava que os brados já haviam terminado; ouço um silêncio, curto, é verdade, pois logo todos param e se posicionam. Agora ao olhar para a frente, vejo o céu, as estrelas e meus rebentos unidos pela paz. E escuto:
Mãe! Tu és uma mãe idolatrada! Nenhum dos teus filhos fugiu a luta e estamos aqui com a clava da justiça em riste contra a corrupção que assola a sua alma o seu corpo, os teus filhos, o teu caráter, entretanto mãe, te amamos tanto, que se preciso for, sacrificaremos nossas vidas para defendê-la.
A paz conquistaremos pela união de nossas vozes que em coro cantaremos em todos os teus cantos, nos recantos mais distantes e todos em um só som clamando, bradando e cantando com orgulho a tua vitória e novamente se ouvirá o teu Hino construído com suor e sangue da tua gente se preciso for. E seguindo as palavras sábias dos Farroupilhas que geraram o Hino gaúcho diremos em alto o brado retumbante:
"Mas não basta pra ser livre;
 Ser forte, aguerrido e bravo;
Povo que não tem virtude;
Acaba por ser escravo."
Mas temos um outro hino Mãe, mas que hoje nos envergonha, é o Hino do Distrito Federal de onde deveria vir o exemplo, no entanto nós não o cantaremos, haja vista, mãe, que a corrupção não nos representa e não é o nosso símbolo.
Mas, já no hino do Amazonas assim aprendemos:
                                                  "Tão radiosos amanhece o futuro".
Estamos perdendo o Amazonas para os gananciosos governantes. Como ele tão radioso amanhecerá amanhã? Está sendo comprado até pelos estrangeiros. Teu corpo está sendo dilacerado juntamente com as tuas riquezas, a herança dos teus filhos que tanto amas.
 Mãe! Muitos dos teus filhos que tentaram te proteger foram mortos sem dó nem piedade; até uma religiosa, já velhinha de corpo e com a Bíblia Sagrada nas mãos, morreu pelas mão da ganância e tu, querida mãe, que guarda nossos corpos quando a escuridão da morte nos assola, está sendo vendida como se prostituta fosses. É humilhante para um filho ver e pouco poder fazer. E os nossos líderes?! Onde estão?! Com certeza, “enchendo as burras” com o dinheiro roubado, desviado das tuas riquezas Oh! Mãe gentil...
E para finalizar, mas não por falta de denúncias, pois todos te agradecem enaltecidos e com a bravura que somente um filho muito amado pode cantar aos prados retumbantes te trazemos as palavras dos teus filhos baianos:
"Nunca mais o despotismo
Regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros corações.
Cresce, oh! Filho de minha alma
Para a pátria defender,
O Brasil já tem jurado
Independência ou morrer.”
E finalmente o Hino da Proclamação da República. Vamos recordar, pois muitos dos teus filhos já esqueceram:
"É de amor nossa força e poder,
Mas da guerra, nos transes supremos
 Heis de ver-nos lutar e vencer!
Liberdade! Liberdade!
 Abre as asas sobre nós,
 Das lutas na tempestade
                                                                Dá que ouçamos tua voz
Do Ipiranga é preciso que o brado
 Seja um grito soberbo de fé!
 O Brasil já surgiu libertado,
                                                        Sobre as púrpuras régias de pé.
 Eia, pois, brasileiros avante!
 Verdes louros colhamos louçãos!
 Seja o nosso País triunfante,
 Livre terra de livres irmãos!"
Despertas em todos, o senso de civismo, mas que há muito tem se esquecido. No entanto, podemos modificar tudo isto. Como? Ensinando cada criança, quando ainda na escola, a cantar as homenagens que fizeram para ti, oh! Mãe amada e gentil.
Quando a Constituição foi assinada em 1988, houve um partido político, atualmente no alto escalão da política, tentanto possuir Minha Gente, aliás como sempre, votou contra, mas assinou-a. A velha incoerência de sempre, qual seja, morde e assopra; mas mesmo assim, em nome de meus filhos queridos e merecedores vou lembrar-lhes, até porque cabe a mãe ensinar seus rebentos:
O Preâmbulo da Constituição da Republica Federativa do Brasil, promulgada em outubro de 1988 assim dispõe em sua íntegra:
“Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte, para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança. O bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida na ordem interna e internacionalmente, com a solução pacificas das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil.”
Art. 1º. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I – a soberania;
II – a cidadania;
III – a dignidade da pessoa humana;
IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V – o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
 Portanto, minha prole tão amada protejam-me da corrupção
Meus filhos indefesos, trazendo-lhes segurança, saúde, alimentos, vestimentas, moradia decente, o fim das famosas "bolsas" e deem trabalho para estes filhos nas obras inacabadas pagando-os com salário justo, prendendo, imediatamente, os mensaleiros ou os famosos 40 ladrões e não esquecendo o Ali Babá que todos sabemos quem é.
Brasil para sempre serás a nossa mãe sagrada, pura e brasileira. Defederemos-te sempre que for nescessário. 
Com amor, fidelidade e coragem a nossa grande família que tu Mãe tão amada recebestes e proteges.

                                                                                                                                            Roseli Hübler
 [1] em tupi antigo que significa:estrangeiros em todo lugar
[2] milho
[3] mandioca
[4] feijão
[5] tabaco

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