Sejam todos bem-vindos

Este blog surgiu para que possamos interagir dentro deste Universo de possibilidades que nos é oferecido. Convido-os para conhecermos as verdades desta obra Divina e cósmica.

31 outubro, 2009

Convite à perceverança - Divaldo Franco

"...Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo."(Mateus: 10-22).

Não asseveres: "é-me impossível fazer!"
Nem redargas: "Não consigo!"
Nunca informes: "sei que é totalmente inútil aceitar."
Nem retruques: "é maior do que as minhas forças."
Para aquele que crê, o impossível é tarefa que somente demora um pouco para ser realizada, já que o possível se pode realizar imediatamente.
Instado a ajudar não te permitas condições, especialmente se fruis o tesouro da possibilidade.
Fácil ser delicado sem esforço, ser amigo sem sacrifício, ser cristão sem auto-doação...
Perseverança nos objetivos elevados, com oferenda de amor, é materialização de fé superior.
Para que seja atuante, a fé deve nutrir-se do poder dos esforços caldeados para as finalidades que parecem inatingíveis.
Todos podem iniciar ministérios...
Tarefas começantes produzem entusiasmos exaltados.
Mede-se, porém, o verdadeiro cristão e, particularmente, o espírita pelo investimento que coloca na bolsa de valores imortalistas a render juros de paz...
Unge-se, portanto, de fé e deixa que resplandeça a tua fidelidade ao lado de quem padece.
Não fosse o sofrimento, ninguém suplicaria socorro.
Não fosse a angústia ninguém se encorajaria a romper os tecidos da alma para exibir exulcerações...
Ninguém se compraz carregando demorada canga, não obstante, confiando em alívio, lenitivo...
Nas cogitações que te cheguem ao plano da razão, interroga como gostarias que fizessem contigo se foras o outro, o sofredor, o necessitado que ora te roga ajuda.
Assim, envolve-te na lã do "Cordeiro de Deus" e persevera ajudando.
Não somente dando o que te sobra mas aquela doação maior que te parece difícil, a quase impossível...
A perseverança dar-te-á paz e plenitude. Insiste na sua execução.

* * *Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Convites da Vida.Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.5a edição. Salvador, BA: LEAL, 1991.

Anjos Guardiães - Divaldo Franco.

Anjos Guardiães
Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.
Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.
Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.
Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.
Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.
São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.
Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueloutros de perturbação e vulgaridade.
Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.
Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.
Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.
Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.
*
Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.
Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.
Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.
Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.
Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.
Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.
Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.
O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.
O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.
Imana-te a ele.
Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.
Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.
* * *
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.Salvador, BA: LEAL, 1994.

Coragem

Vou contar um pouco das minhas experiências de vida.
Com coragem de me enfrentar e com muita vontade de entender, resgatar e consertar todas as más escolhas e decisões que tomei ao longo de minha existência em virtude talvez, de inseguranças, medos e outros sentimentos que me carregaram até agora é que decidi – basta. Decisão? Rever urgentemente situações, sentimentos, amores, não apenas os meus, mas também das pessoas que comigo conviveram e ainda convivem. Minha família, meus amigos, mas principalmente e acima de tudo meu ex-marido, pois eu tinha convicção de que seria somente assim que eu teria as respostas e soluções para tantos desencantos. Precisava reaver meus sonhos iniciais e projetá-los novamente para o futuro. A vida estava me dando a chance de recomeçar.
Quantas já havia me dado e eu nem notara?
Nesse momento percebia que estava sendo presenteada com uma nova oportunidade. Uma bela oportunidade e não poderia perder mais tempo. Precisava ser naquele momento.
Foi uma jornada e tanto. Quantas vezes dei importância em demasia para coisas irrelevantes? Quantas vezes disse sim quando na verdade queria dizer não? Foram tantos os erros, enganos, encontros e desencontros. Meu Deus. Quanta arrogância, quanta vaidade. Para quê? Por quê? Tantos medos. Mas isso já coloquei no lixo. Enfrentei todos os erros e sentimentos de frente e com muito esforço os transformei em aprendizado. Mas para que isso acontecesse verdadeiramente, na íntegra dos sentimentos percebidos e vividos foi necessário me desfazer de todo o orgulho, vaidades, mentiras íntimas, daquelas que a gente quer acreditar serem verdadeiras.
Coadjuvantes? Muitos me ajudaram. Pois muitos me disseram verdades que precisava ouvir. Em certa ocasião minha primogênita, ao me ver chorando me perguntou – “Mãe, tu sabes para que serve o amanhã?" e ela mesma respondeu: "Para começarmos tudo de novo”. Que sábias palavras...
Fiquei mais fortalecida e iniciei enfrentando sentimentos que precisava experimentar. E assim a vida foi moldando pouco a pouco minha existência, dando-me uma nova realidade que verdadeiramente precisava viver para garantir um futuro realmente completo tanto no amor, no pessoal, quanto no profissional. Percebi que se um ser não aprende com o próprio passado, com seus próprios erros, está fadado a sofrer um destino desgovernado, alheio à sua própria vontade. Aprendi ainda que a vida é como um rio em movimento. As águas passadas podem mover os moinhos do futuro.

30 outubro, 2009

Quem fez o Universo fez a mim também.

Os momentos que nos acontecem nem sempre são os que pedimos, mas isso não quer dizer que tenhamos que aceitar com resignação... seria muito simplista, e a vida não é nada simples. Pôr a culpa em alguém pelos sonhos que não realizamos também é muito fácil. O difícil é descobrir quem somos, apontar nossas falhas e tentar vencer o sofrimento colocando no lugar a felicidade conquistada. Senti pena de mim mesma por muito tempo, mas descobri que quem fez o Universo fez a mim também.

28 outubro, 2009

EMMANUEL

O outro

Se já recolheste migalha de luz, diminui a sombra no outro...
Vê-lo-ás, em toda parte, esperando-te auxílio.
Esse apela para teu pão.
Aquele aguarda a sombra de tua veste.
Esse esmola bagatela de tua bolsa.
Aquele roga um minuto de gentileza.
Entretanto, mais que isso, o outro pede compreensão.
Estava pressionado e feriu-te.
Falava sem pensar e disse a palavra que te magoou.
Super estimou a si mesmo e rolou no charco.
Enlouqueceu e tenta arrastar-te ao desequilíbrio.
Ainda quando te faça perder as últimas forças nas últimas lágrimas, compadece-te dele e ampara sempre.
Se soubesse o que sabes, não seria problema.
Se pudesse sustentar-se, não cairia.
Muitas vezes terá tido o propósito de acertar, mas, perdido no nevoeiro da ignorância, tomou o erro pela verdade.
Estimaria, decerto, sentir como sentes; contudo, ainda não recebeu no caminho as oportunidades que recebeste.
Se te ironiza, oferece-lhe paciência.
Se te ofende, consagra-lhe paciência maior. Ainda mesmo em se mostrando embaraçado no crime, não lhe roubes o testemunho de amizade e esperança, porque amanhã, colhido no esfogueante tribunal do remorso, lembrará teu consolo como gota de bênção.
Se és a vítima, compadece-te ainda mais, porque não desconheces quanta dor há na conta da vida para o verbo que amaldiçoa e para a mão que apedreja.
O outro é pedaço de nossa história, retratista de nossos atos, espelho de nossas aquisições, reflexo de nós mesmos.
Em casa, é quem te comunga a faixa doméstica.
No mundo, é o companheiro de experiência, seja na taça da simpatia ou no gral da aversão.
Desse modo, sempre que impelido ao discernimento do bem, pensa no outro...
Seja quem seja, será sempre a notícia do bem que vibre em tua alma, porque o bem que lhe ofertes é o bem verdadeiro que a Lei te credita no livro da consciência.
A árvore é julgada pelos frutos.
A criatura é vista pelas próprias obras.
Em todos os sucessos que partilhemos, alguém nos carrega a imagem.
Aquilo, pois, que fizeste ao outro, a ti mesmo fizeste.

EMMANUEL
(Do livro "Religião dos Espíritos", 82, FCXavier, FEB)
Reunião pública de 20/11/59
Questão nº 630

XIV Bienal do Livro/Rio de Janeiro




Lançamento do livro Andarilhos do Tempo II na XIV Bienal do Livro no Rio de Janeiro.








25 outubro, 2009

Como diria o querido Jô Soares "mais uma palhinha para vocês" - Amores em Conflito.

"- Como assim, não é do corpo? O que está acontecendo com a minha tia?
- Vocês já ouviram falar sobre os ensinamentos Espírita?
- Alguma coisa eu já sei, disse Gilberto.
- Eu também - disse Elisabeth.
Marilene silenciou, pois já tinha um pequeno conhecimento sobre a doutrina.
- Bem - disse Fernando, - em rápidas pinceladas tentarei passar a vocês o que é e do que se trata a doutrina. Nos tempos em que Jesus Cristo estava entre nós, muitos não entenderam o que ele ensinava e pregava. Naquela época, afora os discípulos, os homens ainda não estavam preparados para as revelações divinas. Jesus acreditava que não poderia dar a luz completa para aqueles seres, pois os ofuscaria e nada entenderiam. Então lhes prometeu que, quando a humanidade estivesse madura para compreender suas palavras, pediria a Seu Pai que enviasse outro consolador para relembrar e ensinar todas as coisas, visto que Ele não havia dito tudo.
Fez uma pequena pausa.
- No entanto, muito antes de Cristo, existiram filósofos que já pressentiam a idéia cristã, tanto é assim que em sua doutrina vamos encontrar os principais fundamentos do Espiritismo. Estou falando de Sócrates e de Platão, seu discípulo. Creio que já ouviram falar deles em algum momento de suas vidas. Eles tinham o seu próprio conceito sobre o homem e a imortalidade. Principalmente Platão, que distinguia o homem em corpo e alma. Para ele, o corpo era a matéria e a alma era o imaterial e o divino que o homem possuía em seu interior. O corpo estava sempre em constante mudança de aparência, de forma... A partir do instante em que nasciam, tinham a alma perfeita e imutável, porém disso não possuíam conhecimento. As verdades essenciais estavam escritas na alma, eternamente, porém, ao nascer, eram esquecidas, pois a alma era aprisionada ao corpo. Já naquela tão distante época, Platão filosofava que os médicos fracassavam na maioria das vezes ao diagnosticarem as doenças porque tratavam o corpo sem a alma e que, se o todo não estivesse em bom estado, seria impossível que o componente se portasse bem. Como podem ver, o entendimento sobre a cura do corpo através da cura da alma já vem de longuíssima data.
Ato contínuo, explicou que o Espiritismo é ao mesmo tempo ciência de observação, doutrina filosófica e religião. Como ciência, ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos. Como filosofia, compreende todas as conseqüências morais que dimanam dessas relações. Assim como Cristo disse: “não vim destruir a lei, porém cumpri-la”, também o Espiritismo diz: “Não venho destruir a lei Cristã, mas dar-lhe execução”. Nada ensina contrário ao que ensinou o Cristo, mas desenvolve, completa e explica, em termos claros e para toda gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica. O Espiritismo vem cumprir o que o Cristo anunciou e preparou a realização das coisas futuras. Consoante o Evangelho, que, se me recordo, está no capítulo I: “Kardec partiu da pesquisa cientifica, originando-se desta a ciência espírita, desenvolveu a seguir a interpretação dos resultados da pesquisa, que resultou na Filosofia Espírita. Depois, tirou as conclusões morais da concepção filosófica, que levaram naturalmente à Religião Espírita. É por isso que o Espiritismo se apresenta como doutrina de tríplice aspecto. Tendo a ciência com fundamento da Doutrina”. Como percebemos, a Ciência é a experimentação, a Filosofia é o raciocínio e a Religião é que edifica e ilumina os sentimentos.
O silêncio continuava imperando absoluto na sala.
Ato contínuo, Fernando retomou o assunto, dizendo que o Consolador, o Espírito da Verdade, citado na Bíblia e que o mundo veio a conhecer, era justamente a Doutrina Espírita que chegou para esclarecer todas as coisas e parar de vez com todas as guerras que separam os homens, filhos do mesmo Pai, nosso Criador".

Reflexão - Andarilhos do Tempo II, págs.: 21 e 22.

"Reflexão - Engana-se quem pensa que o passar do tempo sempre será de alegrias, pois a felicidade e a tristeza fazem parte da nossa eterna jornada. Na maioria das vezes, por nossas más escolhas, adquirimos obrigações para com outros andarilhos que compartilham o tempo conosco, às quais devemos de alguma maneira resgatar nesta ou em outras biografias. Podem passar anos ou séculos, mas com certeza iremos liquidar nossas dívidas de uma ou de outra maneira. Mas em muitas das vezes o resgate não acontece com o mesmo ser a quem causamos o sofrimento. Para nosso Criador, é a ação e o sentimento de amor que contam como méritos. Todavia é muito freqüente cometer-se o mesmo engano por várias existências. Portanto seja prudente nas escolhas, porque para cada ação haverá uma conseqüência, uma reação. Pense nisso com carinho, pois a vida terrena é um grande e importante caminho de luz que devemos percorrer e cabe a nós a maneira como iremos trilhá-lo. Com sabedoria ou com displicência, a escolha e os méritos, ou deméritos, sempre pertencerão a nós.
Muitas vezes, principalmente em extrema alegria, pensamos em como seria bom se o tempo parasse naquele momento e nunca conhecêssemos o sofrimento. Grande engodo. Já pensou que todos os dias seriam iguais? Sempre a mesma coisa? Sem a oportunidade de reparar os erros cometidos em outros tempos? Sem a chuva para sentirmos como é bom o calor do sol? Até as flores ficam mais bonitas e renovadas. No entanto isso não quer dizer que a chuva seja ruim, apenas que ambas as situações são necessárias para tornar o nosso tempo mais proveitoso, mais completo. Cada estação do ano não nos traz grandes momentos? O calor do fogo na lareira em dia de frio e a areia macia da praia em dia de verão? A tristeza e a alegria? O choro e o riso? São contrastes que nos completam e renovam. Pense bem! Porque somente com o passar do tempo, isto é, tempo para adquirirmos conhecimentos, experiências, é que cresceremos como seres humanos e como Espíritos que somos. Deixe o tempo passar, mas nunca esquecendo que a humanidade também vai crescer, se aperfeiçoar. Somente com o tempo é que aprendemos a ocupar com inteligência o momento que vivenciamos.
Mas também não podemos imaginar que o tempo nos persegue ou que extrapola a nossa existência e sim que ele está a nosso favor, sempre passando de acordo com os nossos pensamentos, nossos momentos. Caberá a nós como o período se comportará conosco.
Já parou para pensar de que modo o tempo está se relacionando com você neste momento? Acredite. Ele somente obedece ao nosso comando, portanto não o deixe passar sem ser bem utilizado a nosso favor. Este é o grande mistério de nossa existência. Sabermos utilizar o tempo com sabedoria para o nosso próprio crescimento e benefício.
Mas não foi assim com Cássio, ou Hans, como era conhecido naqueles tempos tão distantes que a memória nem sequer alcança..."

22 outubro, 2009

E depois?

Basta um olhar e tudo se modifica. As ilusões se formam rapidamente. Os sonhos surgem, o belo se torna mais belo. Os dias? Ah, estes se alongam como se fossem serpentes a rastrear pelo deserto. As noites de lua cheia se tornam eternas, é como se não mudassem de fase ficando paradas, quase estagnadas para o deleite dos amantes. Seres que, quando se tocam com o olhar, fazem com que surjam luzes, calor, vida. Mas... e depois?

Pequeno encontro em Esteio/RS


Meu marido sempre me acompanha em qualquer enrascada que eu inventar. É um verdadeiro companheiro, mas as vezes ele se dá bem. Em Esteio conhecemos uma jovem senhora que por casualidade, em seus tempos dourados já fora comissária da extinta Varig. Não se conheciam, pois as datas não coincidiam, no entanto conversaram por muito tempo.
Ah! esqueci de dizer que ele foi Engenheiro de Bordo na empresa Varig, por quase trinta anos.

P.S. Acredito que já perceberam que não coloco o nome dos companheiros de jornada. É o meu jeito. Penso que entendem minha maneira de ser. Abraços a todos.

Feira do Livro em Guaíba/RS



Em uma tarde agradável de domingo aconteceu o evento muito esperado, pois seria o primeiro encontro em que eu poderia conversar diretamente com os meus leitores. A sinceridade com que colocavam suas reflexões. Alguns com certa timidez em falar em público, mas foram todos valentes... as perguntas foram das mais diversas. Como é gratificante saber que o romance Andarilhos provocou tantos questionamentos e reflexões. Afinal, este é o meu objetivo principal, qual seja, abordar assuntos que nos fazem questionar e refletir usando a razão. Uma amiga foi até aquela pequena cidade para me acompanhar. Agradeço a compreensão de todos.

21 outubro, 2009

Lançamento do livro Andarilhos do Tempo na livraria Cultura.























































O lançamento aconteceu em janeiro deste ano. Parecia que o lugar estava mais brilhante do que de costume. As luzes mais coloridas. As pessoas iam e vinham como a brilhar em dia de festa. Os amigos chegando com largos e frescos sorrisos e com os olhos de contentamento. Abraços...votos de parabéns... desejos de crescimento...

Passados alguns meses fico agora a pensar - Meu Deus! Como foram corajosos. Foi uma bela maneira de dizer: acreditamos no teu trabalho! Vá em frente que estaremos sempre junto a ti - É. Mostraram que ralmente são amigos para o que der e vier. Imaginem vocês apostarem em algo que desconhecem o valor. É verdade que não compareceram muitas pessoas, haja vista ser o meu primeiro livro. Mesmo assim me sinto feliz com parte do trabalho concluído e apresentado. Agradeço a minha família, amigos e principalmente ao meu Amigo Espiritual que está presente em todos os momentos.

Chore. Mas chore muito...

Chorar em dia de chuva e molhar-se para que ninguém perceba suas lágrimas é uma atitude covarde. Quando a vontade chegar chore, mas chore muito, ponha suas verdades , seus mais íntimos sentimentos para fora para se diluírem no espaço. Não se engane, não engane a ninguém. Deixe transparecer sua fragilidade. Se até a natureza quando esgota suas forças chora formando a chuva, porque você não pode chorar? Por orgulho você se esconde? Esconde-se de quem? E porquê? Seja humilde, se permita chorar, chore muito. Aproveite o momento. Exteriorize o que sente e se livre de todas as dores, rancores, mágoas, tristezas, desilusões e se limpe por dentro. O choro nos renova, nos dá ânimo para continuar a vida. Chore. Mas chore muito.

20 outubro, 2009

Devaneios

Basta um olhar e tudo se modifica. As ilusões se formam rapidamente. Os sonhos surgem, o belo se torna mais belo. Os dias? Ah, estes se alongam como se fossem serpentes a rastrear pelo deserto. As noites de lua cheia se tornam eternas, é como se não mudassem de fase ficando paradas, quase estagnadas para o deleite dos amantes. Seres que, quando se tocam com o olhar, fazem com que surjam luzes, calor, vida. Mas e depois?

Não se iluda com o futuro, pois o momento é agora.

Não se iluda com o futuro. Lá não encontraremos nenhuma resposta, apenas novas oportunidades que aproveitaremos ou não. Mas com absoluta certeza posso afirmar que as encontraremos em nosso passado. Talvez esmagado pelas mágoas ou pela corrente de incertezas. Ou talvez até pela covardia de enfrentarmos os problemas que surgem ao longo da jornada. Em quantas situações não tomamos partido quando deveríamos tê-lo feito? Quantas vezes palavras não foram pronunciadas quando deveríamos tê-las pronunciado e ficamos calados? Por gestos que esperávamos e não aconteceram ou aconteceram ao inverso? São muitas as situações em que fizemos tudo errado. Todavia, chega um momento em nossas vidas em que precisamos agir e dirigir nosso pensamento com toda a verdade possível para o passado que nós mesmos construímos. Com muitos coadjuvantes, é verdade. Mas fomos nós que o construímos.
É fato que há a necessidade de muita coragem, mas precisamos voltar para aquela época em que sonhávamos e construíamos, em nossa mente, projetos para um brilhante futuro, mas se faz necessário olharmos para os nossos próprios erros. E podem ter certeza absoluta que os cometemos e foram muitos. Se conseguirmos identificá-los e transformá-los em aprendizado, aí teremos grandes chances de, lá no futuro, encontrarmos a tão almejada felicidade.
Quantas vezes fomos intransigentes? Insensíveis com os sentimentos alheios? Quantas vezes dissemos pequenas mentiras? Ou grandes? Quantas vezes fizemos tudo errado e não consertamos? Palavras duras? É a nossa realidade. Então é chegada à hora. Não tenhamos medo de, mentalmente, voltar no tempo para descobrir nossos erros, nossas falhas cometidas e encará-las corajosa e decididamente, para então, hoje, começarmos a trabalhar nosso futuro como o havíamos sonhado no passado. Mas agora sem hipocrisia, sem sentimentalismos baratos, inconseqüentes. Reavaliar toda a nossa existência, todo o aprendizado adquirido ao longo do tempo. È difícil? Com certeza que é. Mas pense. É o nosso futuro que estamos reconstruindo. Um futuro pessoal, mas posso afirmar que todos os coadjuvantes que vivem em nosso redor também sairão beneficiados. Não é o máximo termos novas oportunidades? Novas possibilidades? São muitas as perguntas, e as respostas somente serão encontradas se as procurarmos corajosamente dentro de nós. O retorno que tanto procuramos são especiais. Mas tão especiais que não as encontraremos facilmente em alguma livraria, visto que ainda não foram escritas. E talvez jamais sejam. Mas há uma esperança, pois os livros especiais ao qual me refiro existem e estão muito perto. Extremamente perto. Porque os livros especiais que devemos ler estão contidos em nossas experiências, em nossa mente. Capítulo por capítulo. Podemos até ousar em dizer que para cada experiência, seja ela positiva ou negativa, teremos um capítulo formado. Cada vida é um livro. E cada experiência é um capítulo. Como será o final? Dependerá somente de nós. Somente a nós cabe projetar como será o final de nosso próprio livro. Mas podem ter confiança, pois todas as respostas estão dentro de nós. Dentre os capítulos de nossa história pessoal, vários deles são alegres, outros tantos tristes. Histórias que mostram erros, desilusões, escolhas mal feitas, mas que mostram também muitos acertos. A reunião de todos esses sentimentos somos nós. Confiem.

19 outubro, 2009

Como adquirir os livros Andarilhos...

Oi Amigos!
Os livros Andarilhos do Tempo I e II poderão ser adquiridos pelo site www.roselihubler.recantodasletras.com.br

Simplesmente brindar.

Já por repetidas vezes meus familiares e amigos mais chegados riem por que peço a todos para brindarem em qualquer situação. A mais engraçada aconteceu outro dia. Estávamos reunidos na cozinha, na hora do jantar, e percebi que aquele momento, mesmo sendo igual a tantos outros, trazia-me uma íntima e gostosa felicidade. Parecia que estava ganhando um troféu. Acredito que estava mesmo recebendo algo especial vindo de Deus. Porque não brindarmos aquele momento? Levantei minha xícara com café e leite e brindei com todos. Motivo? Quem precisa deles quando se tem uma família maravilhosa? Experimente. É muito bom.

18 outubro, 2009

Reflexão

A maior biblioteca do mundo e o nosso maior tesouro é e está dentro de nós, escrito e guardado em nosso passado. Sem percebermos fomos deixando para trás velhos sentimentos e os transformamos em defesas para enfrentarmos o futuro que se avizinhava. Tudo o que somos hoje, tudo o que temos, tudo o que admiramos, foi construído e adquirido lá atrás. Iniciou quando ainda éramos bem jovens. Se formos atentos e observadores, sentiremos que muitas vezes será necessário rememorar nossa história trazendo para o presente momento todos os sentimentos adquiridos, sentidos e vivenciados nesta e talvez em outras existências. Para nos prepararmos para o futuro deveremos rever se os nossos sentimentos daquela época em que eram verdadeiros e não se desmancharam com o passar arrastados dos dias. Sim, porque muitas vezes, talvez por desilusões, nos modificamos tanto que sequer nos reconhecemos. Repito por necessário – porque todos os problemas que enfrentamos no presente período quase sempre se iniciaram lá atrás, no passado. Passado este em que tínhamos sonhos, amores e muita coragem, pois estávamos numa época de nossas vidas em que imaginávamos que tudo podia. Mas onde ficaram nossos sonhos? Amores? Objetivos? Coragem? Quando e onde os perdemos? Como não nos demos conta destas perdas? Com certeza os amores e a coragem de enfrentarmos qualquer coisa, os sonhos surgidos naquela distante época eram válidos. Então como nos desviamos? Como perdemos nossos sonhos? Nossos amores? Por quê? Como deixamos que tantas coisas ruins nos acontecessem?


Release "Amores em Conflito"
Em duas versões - português e inglês
Você o encontrará na Amazon.


D. Pedro, Príncipe Real, herdeiro do trono brasileiro, e Dona Joaquina, Arquiduquesa da Áustria, na cidade do Rio de Janeiro, em ideais maiores, resolvem abrir as fronteiras brasileiras para imigrantes alemães. Esta decisão dará à vida pacata de Hans um novo rumo, pois, ao decidir tentar a sorte nesta terra maravilhosa, não sabe que irá colher para si um período de amarguras e enganos. Mesmo tão cheio de expectativas de uma vida melhor, obtém débitos com seus filhos, que sequer conheceu, por puro egoísmo e falta de compreensão.
Muitos anos depois, em nova oportunidade de reencarnação, numa cidade da região sul do Brasil, pela benção de Deus, Hans tem como filha a pequena Elisabeth.
Mas... Será que desta vez Hans vai conseguir demonstrar amor e resgatar os erros cometidos em passado tão longínquo que a lembrança sequer alcança?
E Elisabeth como reagirá com as mudanças ao longo de sua trajetória por este plano?
E o aviador Gilberto? O que será que o fez unir-se a Elisabeth?
E Gabriel? Por que desencarnou em tão trágico acidente?
O romance é empolgante desde o início e traz até nós os encontros e desencontros de um grupo de jovens e amigos que passam por duras penas para compreender o sentido da vida.
Afinal, por que a reencarnação?

Livro Andarilhos do Tempo.


Release.
Lia, personagem principal, está vivendo um período de solidão, marcado especialmente pelo fim de um casamento que durou pouco e também pala ausência de seus amigos.
Encontra um homem por quem fica profundamente atraída e logo descobre que ele é o advogado de seu marido.
E, extraordinariamente, o plano astral relembra acontecimentos em passado distante onde dois jovens se apaixonam. Joaquim Pedro é um jovem guapo além de seu tempo, da época em que se resolviam as pelejas a ferro e fogo.
Em tempo presente Lia reencontra os amigos e, algum tempo depois, o advogado. Um romance se inicia.
Através de uma amiga em comum o casal foi apresentado a uma doutrina que é baseada em Cristo e na reencarnação com isso descobrem que seus laços afetivos iniciaram em vidas passadas e que precisam ajudar, através da prece e do perdão, a resgatar um Espírito que há muito está nas trevas.
Após algumas tramas se desenvolverem, incluindo um bárbaro assassinato, vence a boa filosofia Espírita onde eles encontram respostas ao longo da experiência e na qual se abrigam.
O clima de romance descobertas entre os personagens começa, desenvolve-se e finaliza a obra.

17 outubro, 2009

Livro Andarilhos do Tempo

Deus me presenteou quando liguei para a Marley Soares no programa Boa Tarde, da TV Ulbra. A simpatia, o encanto desta mulher é simplesmente divino. Mesmo não me conhecendo me tratou como se fossemos grandes amigas. Obrigada Marley pela oportunidade que me destes e o carinho que me dispensaste para a divulgação do livro Andarilhos do Tempo.

Que Deus te abençoe todos os dias da tua vida.

16 outubro, 2009

Segundo o filósofo Epicuro.

" A vida não é a partida, nem a chegada, a vida é a caminhada. O ser humano para ser bom e feliz não precisa de misticismo, precisa de racionalidade, auto-conhecimento, conhecimento do seu meio físico, social e cultural, conhecimento e respeito pelos outros e pelo mundo. Precisa saber que ele é do mundo e não o mundo é dele. Precisa se livrar de maya, a ilusão das necessidade artificiais, e atender aos seus desejos naturais e necessários. Pode ler os textos religiosos sabendo que neles há muita coisa boa, mas ler com os olhos da ciência, da literatura, da filosofia, da psicologia, da história. A ciência e o espírito científico são grande amigos do ser humano. São insuficientes, mas são o que temos de mais certo. "Nada é certo", disse o francês Albert Camus, "mas isto já é uma certeza". Viver é como caminhar sobre troncos que bóiam num rio e que não suportam sozinhos o nosso peso. Antes que afundem é preciso pular para o próximo, mover-se, seguir em frente em direção a outra margem. Na caminhada nada nos ampara, na outra margem nada nos espera. A vida não é a partida, nem a chegada, a vida é a caminhada".

O livro Andarilhos do Tempo

Num belo dia de 2.007, não me recordo bem qual estação do ano, alguma coisa diferente aconteceu comigo. Vinham-me imagens de situações que não conhecia. Palavras que foram formando parágrafos. Intuitivamente comecei a escrever e quando me dei conta estava com um capítulo de alguma história que sequer sabia como se formou. Os personagens foram se apresentando a mim um a um e mostravam que já me conheciam de longa data. A intimidade para comigo era tão grande que confidenciavam suas angústias, mentiras, tristezas e alegrias para mim de uma maneira muito clara e verdadeira. Tudo parecia real. Era real. E, quando dei por mim estava escrevendo o final da terceira história. Isto já nos idos de 2.008.
Foi uma época verdadeiramente inusitada.
Jamais em minha vida me imaginei escrevendo histórias de paixão, de ódio, de vingança, de amores, de perdão, compaixão e principalmente em Deus e sua magnífica obra. Sou assumidamente cristã e no entanto, escrever romances e com conotação espiritual era algo que jamais passaria em minha mente. Até porque meu conhecimento sobre Deus não daria para escrever um livro.
Mas aconteceu e aí estão eles.
O primeiro - Andarilhos do Tempo - é um romance onde além de contar uma linda história de amor que ultrapassa os séculos também nos põe a refletir sobre Deus e sua obra, tendo como enfoque principal a reencarnação.
O segundo - Andarilhos do Tempo II - inicia quando D. Pedro, Príncipe Real herdeiro do trono brasileiro e Dona Joaquina, Arquiduquesa da Áustria, na cidade do Rio de Janeiro, se unem em ideais maiores e resolvem abrir as fronteiras brasileiras para imigrantes alemães. Com esta decisão a vida pacata de Hans, que vivia na Prússia, toma novo rumo ao vir para o Brasil. Seu enfoque é sobre a responsabilidade que adquirimos ao longo dos anos sobre nós e demais filhos de Deus. Simplesmente facinante.
O lançamento dos dois aconteceram este ano, sendo que o primeiro na livraria Cultura de Porto Alegre/RS e o segundo na Bienal do Rio de Janeiro.

Um dia eu pensei...

Quando mais jovem o que mais me atormentava e me causava medo e insegurança era a idade. A idade em que as pessoas por volta dos 50 anos, naquela época, reclamavam de tudo, diziam que era a “idade do kondor”, que era a velhice chegando, as mulheres se tornando desleixadas, gordas, envelhecidas, infelizes, conformadas com a vida já passada e a já terrível incógnita para o futuro enfim, confesso que só de lembrar que talvez um dia eu tivesse essa idade me deixava muito angustiada, deprimida mesmo. Tentava, sem grandes resultados, não pensar no assunto. Mas a natureza atua todos os dias, e eu já começava a sentir-me assim como aquelas mulheres. Num belo dia, daqueles em que o sol brilha, os passarinhos cantam, as flores exalam perfumes, por incrível que possa ser, senti-me conectada com a natureza. Completamente integrada, ligada, unificada com ela e então pensei – “Porque terei que viver o que as outras pessoas viveram, experimentaram, vivenciaram? Eu quero viver do jeito que havia imaginado quando criança. Eu desejo atuar no palco da vida, seja sorrindo ou chorando, e não na platéia, onde as pessoas apenas sentem o que os outros impõe e no exato momento em que atuam. Não era aquilo que almejava para mim. Naquele momento tive a consciência de que cada ser humano chega a qualquer idade conforme viveram, conforme se comportaram diante das dificuldades, das tristezas e experiências vividas e também das alegrias, enfim, ensaios inerentes ao ser humano, das mágoas trazidas e aumentadas ao longo dos anos, então decidi – “Comigo será diferente. Vou começar a viver de tal forma que quando chegar os 50 anos eu esteja inteira, completa por inteiro, feliz pelas dificuldades dribladas, alegre com as tristezas vencidas. E quanto às experiências adquiridas sentir-me-ei realizada porque com certeza com elas muito aprendera”. Até porque, experiências vividas são muito mais produtivas e entendidas do que as aprendidas através dos tempos pelas experiências que os outros nos permitem ter conhecimento.

A nossa real situação.

O ato de viver às vezes se torna muito difícil e até por vezes muito misterioso. Formulamo-nos a todo o momento perguntas e mais perguntas. Porque não consigo? Porque dá tudo errado? Porque sou infeliz? Perguntas cujas respostas não encontramos. Quando nos olhamos no espelho não nos reconhecemos ou não entendemos o que vemos. Precisei de algum tempo para entender que é porque quando olhamos no espelho nós estamos vendo a nossa real situação, sem mentiras, sem omissões, sem hipocrisia. Ali nos vemos por dentro, exatamente em nossos olhos, direto neles. Ali, em nossos olhos, no mais profundo de nosso ser, se quisermos, obteremos quase todas as respostas. Elas virão lentamente, mas virão. Mas para isso acontecer precisamos tirar o véu que cobre nossas mentes e então veremos o quanto somos orgulhos, arrogantes, mesquinhos, destituídos dos sentimentos mais básicos como o amor, a tolerância, o perdão, a fé. É doloroso? Respondo que é até mais que doloroso. É quase cruel, pois teremos que admitir nossos erros, nossas fraquezas, nossas mentiras, nossos desamores, nossos desafetos. Sentimentos e atos que até nos envergonhamos de ter sentido ou feito. Mas Nosso Pai Maior sabe que somos imperfeitos, portanto, nos mostrará como poderemos sobreviver a nós mesmos.