Sejam todos bem-vindos

Este blog surgiu para que possamos interagir dentro deste Universo de possibilidades que nos é oferecido. Convido-os para conhecermos as verdades desta obra Divina e cósmica.

16 outubro, 2009

Um dia eu pensei...

Quando mais jovem o que mais me atormentava e me causava medo e insegurança era a idade. A idade em que as pessoas por volta dos 50 anos, naquela época, reclamavam de tudo, diziam que era a “idade do kondor”, que era a velhice chegando, as mulheres se tornando desleixadas, gordas, envelhecidas, infelizes, conformadas com a vida já passada e a já terrível incógnita para o futuro enfim, confesso que só de lembrar que talvez um dia eu tivesse essa idade me deixava muito angustiada, deprimida mesmo. Tentava, sem grandes resultados, não pensar no assunto. Mas a natureza atua todos os dias, e eu já começava a sentir-me assim como aquelas mulheres. Num belo dia, daqueles em que o sol brilha, os passarinhos cantam, as flores exalam perfumes, por incrível que possa ser, senti-me conectada com a natureza. Completamente integrada, ligada, unificada com ela e então pensei – “Porque terei que viver o que as outras pessoas viveram, experimentaram, vivenciaram? Eu quero viver do jeito que havia imaginado quando criança. Eu desejo atuar no palco da vida, seja sorrindo ou chorando, e não na platéia, onde as pessoas apenas sentem o que os outros impõe e no exato momento em que atuam. Não era aquilo que almejava para mim. Naquele momento tive a consciência de que cada ser humano chega a qualquer idade conforme viveram, conforme se comportaram diante das dificuldades, das tristezas e experiências vividas e também das alegrias, enfim, ensaios inerentes ao ser humano, das mágoas trazidas e aumentadas ao longo dos anos, então decidi – “Comigo será diferente. Vou começar a viver de tal forma que quando chegar os 50 anos eu esteja inteira, completa por inteiro, feliz pelas dificuldades dribladas, alegre com as tristezas vencidas. E quanto às experiências adquiridas sentir-me-ei realizada porque com certeza com elas muito aprendera”. Até porque, experiências vividas são muito mais produtivas e entendidas do que as aprendidas através dos tempos pelas experiências que os outros nos permitem ter conhecimento.

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