02 julho, 2012
Não opine se não souber do que se trata... entretanto, questione-se.
Às vezes, para entendermos assuntos desconhecidos que se nos apresentam, é necessário, pelo menos, termos uma noção daquilo que vamos enfrentar para não tirarmos conclusões precipitadas. E é por esta razão que os aconselho a leitura a seguir. Achei por bem apresentar a vocês o "Mito da Caverna", também conhecido como alegoria da caverna, prisioneiros da caverna ou parábola da caverna, como ficou conhecido o diálogo escrito pelo filósofo grego Platão em torno de 428 a.C. e que se encontra na obra intitulada "A República" (livro VII). Trata-se da exemplificação de como, através da luz do conhecimento verdadeiro, podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona.
Observe-se que este assunto, não obstante ter sido narrado muito antes de Cristo, permanece atual e válido também para os dias do futuro. Inclusive para qualquer ser, de qualquer planeta e até para aquele que se considera intelectual e, no entanto, não consegue sair da sua caverna particular onde se conserva por medo do desconhecido.
Platão o escreveu sob a influência de seu antecessor Sócrates, pois este buscava energicamente a essência das coisas para além do mundo sensível.
Alterar a ordem de colocação da realidade para a nossa realidade. Imaginemos que desde o seu nascimento é como se você acreditasse que o mundo é estabelecido de uma certa maneira, e então alguém que diz que existem muitas outras situações, outras possibilidades, outros limites, que quase todas as informações que você conhece são falsas e o que realmente conhece é apenas uma pequena semente de mostarda, mas que esta nova visão sobre o todo aumentará a sua visão, trazendo novos conceitos, horizontes nem sequer imaginados, e que tudo é diferente daquilo em que acreditou ao longo de seu tempo, inclusive reminiscências das épocas de seus pais, avós... E é aí que entra a filosofia de Sócrates, que, por trazer ao mundo estes novos conceitos de realidade, recebeu como castigo conforme a justiça da época, em Atenas onde os fatos transcorreram, a condenação de beber cicuta, um mortal veneno. Estes fatos que Sócrates apresentou ao nosso conhecimento, até então desconhecidos para nós, e sua trágica morte é que inspiraram o igualmente filósofo Platão à escrita da Alegoria da Caverna, pela qual ele nos convida a imaginar como as coisas se passariam, na existência humana, comparavelmente a uma possível situação em uma gruta.
Na verdade, trata-se de um alerta para que os homens tomem consciência primeiro de si próprios, da sua essência divina, das capacidades que nem sequer compreendem que possuem, das ilusões e enganosas ideias que ainda os perseguem como homens acorrentados em suas falsas crenças. Na forma de pensar, este ser, já tendo prejulgado anteriormente, conclui... entretanto estas mesmas conclusões, por falta do conhecimento necessário, entram em conflito com os novos fatos, tornando-o preso em suas poucas possibilidades. E, por medo, continua preso a si próprio, por consequência, não vislumbra nada mais além. Pense. Deus não faria um ser com intelecto e inteligência para que ele simplesmente vivesse condicionado a ver e sentir o que os poderosos das sombras precisam e incutem em nossa memória, qual seja, o medo deles de irmos além, de sairmos do convencionado por eles e lá descobrirmos a nossa verdadeira essência, a capacidade de perceber, conhecer e descobrir que somos feito marionetes nas suas mãos.
------------------ Diálogo de Sócrates e Glauco
O diálogo é metafórico entre Sócrates e os irmãos mais novos de Platão, Glauco e Adimanto. Na conversa, Platão dá enfase ao processo de conhecimento, mostrando a visão de mundo do ignorante, que vive de senso comum, e do filósofo, na sua eterna busca da verdade.
Sócrates – Agora imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoços acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas.
Glauco – Estou vendo.
Sócrates – Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que os transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio.
Glauco - Um quadro estranho e estranhos prisioneiros.
Sócrates — Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e de seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica defronte? Glauco — Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida?
Sócrates — E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo?
Glauco — Sem dúvida.
Sócrates — Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam?
Glauco — É bem possível.
Sócrates — E se a parede do fundo da prisão provocasse eco sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles?
Glauco — Sim, por Zeus!
Sócrates — Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados?
Glauco — Assim terá de ser.
Sócrates — Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos, sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza? Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?
Glauco - Muito mais verdadeiras.
Sócrates - E se o forçarem a fixar a luz, os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram?
Glauco - Com toda a certeza.
Sócrates - E se o arrancarem à força da sua caverna, o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol, não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E, quando tiver chegado à luz, poderá, com os olhos ofuscados pelo seu brilho, distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras?
Glauco - Não o conseguirá, pelo menos de início.
Sócrates - Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e sua luz.
Glauco - Sem dúvida.
Sócrates - Por fim, suponho eu, será o Sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal qual é.
Glauco - Necessariamente.
Sócrates - Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna.
Glauco - É evidente que chegará a essa conclusão.
Sócrates - Ora, lembrando-se de sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram?
Glauco - Sim, com certeza, Sócrates.
Sócrates - E se, então, distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?
Glauco - Sou de tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira.
Sócrates - Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: Não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol?
Glauco - Por certo que sim.
Sócrates - E se tiver de entrar de novo em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes, para julgar essas sombras, estando ainda sua vista confusa e antes que seus olhos se tenham recomposto, pois habituar-se à escuridão exigirá um tempo bastante longo, não fará que os outros se riam à sua custa e digam que, tendo ido lá acima, voltou com a vista estragada, pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se alguém tentar libertar e conduzir para o alto, esse alguém não o mataria, se pudesse fazê-lo?
Glauco - Sem nenhuma dúvida.
Sócrates - Agora, meu caro Glauco, é preciso aplicar, ponto por ponto, esta imagem ao que dissemos atrás e comparar o mundo que nos cerca com a vida da prisão na caverna, e a luz do fogo que a ilumina com a força do Sol. Quanto à subida à região superior e à contemplação dos seus objetos, se a considerares como a ascensão da alma para a mansão inteligível, não te enganarás quanto à minha ideia, visto que também tu desejas conhecê-la. Só Deus sabe se ela é verdadeira. Quanto a mim, a minha opinião é esta: no mundo inteligível, a ideia do bem é a última a ser apreendida, e com dificuldade, mas não se pode apreendê-la sem concluir que ela é a causa de tudo o que de reto e belo existe em todas as coisas; no mundo visível, ela engendrou a luz; no mundo inteligível, é ela que é soberana e dispensa a verdade e a inteligência; e é preciso vê-la para se comportar com sabedoria na vida particular e na vida pública.
Glauco - Concordo com a tua opinião, até onde posso compreendê-la.
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Assim Jesus Cristo nos orientava há mais de dois mil anos, e suas plavras ainda ecoam pelo Universo afora:
"Mestre, por que falas por parábolas? Porque a vos é dado conhecer os mistérios do reino do céu, mas a eles não é dado. Porque aquele que tem, se lhes dá, mas aquele que não tem, até aquilo que tenha lhe será tirado. Por isso falo por parábolas; porque vendo não veem e ouvindo não ouvem e nem entendem. E assim se cumpre o que foi dito pelo profeta Isaías, que disse: Ouvindo, ouvireis, mas não entendereis. E vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo se encontra endurecido. Taparam seus ouvidos e fecharam seus olhos para que seus olhos não vejam, e seus ouvidos não ouçam, nem seu coração compreenda; para que não se convertam e eu os cure" (São Mateus, 13:10-5.
Passaram-se os anos, os séculos e cá estamos, mas as cavernas continuam lotadas. Não obstante, hoje percebemos alguma diferença. Atualmente vivemos com expectativas, o que no passado não tínhamos. Mas expectativa de quê? De que algo vai acontecer. Mas este acontecimento será bom ou ruim? Deveríamos saber a resposta, mas muitos ainda não a conhecem.
As nuvens vêm e vão. Mesclam dias frios e outros quentes. A geografia do planeta modifica-se assustadoramente através de terremotos em quase todos os países e aí vêm os tsunamis e destroem o que sobra; secas nunca antes sentidas; chuvas, temporais nunca antes experimentados, limpando, alagando e pondo abaixo cidades inteiras; milhares de humanos morrendo de todas as maneiras possíveis, por fome, sede, violência, acidentes de todos as espécies. Então vem a pergunta: seriam acidentes ou descompassos do próprio homem? O planeta está há muito órfão de alguém que realmente se preocupe com ele. Existe algum ou alguma Presidente que seja, que realmente se preocupe com o povo e que efetivamente faça algo?? Vivemos em um país onde os juros são os mais altos do mundo.E o que o povo conquistou com isso? Conquistou leis que "pegam e outras que não". Vale lembrar que este tipo de coisa acontece apenas no Brasil... Permitiu políticos e parte da população a serem cada vez mais corruptos ou adeptos desses. O tráfico de drogas tomou conta de todos os níveis da sociedade como se fosse um grande partido político, inclusive com políticos inclusos que enriquecem nas sombras da população. A violência é total e absoluta. E o povo? Ah! Este continua esperando. Medrosamente esperando e pensando... será que volto para casa hoje? Não existe sequer um trabalhador honesto que não tenha este pressentimento interno que corrói sua alma, sua esperança, seu amanhã.
Não sei em que outro país poder-se-ia admitir que algo igual àquele famoso “mensalão”, que terminou em pizza, ocorresse sem que houvesse um verdadeiro levante do povo diante do Judiciário, composto de homens e mulheres ditos de muito saber jurídico, mas que, pelo visto, de poucos interesses em corrigir outros homens que veredam por caminhos senão criminosos perante a lei, certamente inescrupulosos perante a moral e a ética às quais deveriam servir para nortear ou conduzir, como exemplos, a conduta do Povo Brasileiro. E as nossas cavernas...
Mas, mesmo assim, a vida continua. Ou não. Alguns partem e outros chegam. Outros tantos ficam no meio do caminho. Por quê? Porque a segurança pública não é mais capaz de deter a bandidagem. Os hospitais não têm mais em sua essência a vida, ao contrário, pois na saúde pública deixam até morrer em virtude da inércia, falta de médicos éticos, equipamentos adequados e até espaço físico. Escolas? Poucas ainda estão em condições de uso. E o povo continua sempre com medo, até quando anunciam alguma grande obra financiada pelo governo, pois sabem que mais da metade será desviada por aqueles e para eles próprios, que deveriam ser seus guardiões. E o medo aumentando. Mas aí vem uma pergunta que não quer permanecer sem resposta. Pergunta sem resposta não tem objetivo nenhum. Entretanto, pelo menos por estas terras dos Tupiniquins existe um início de resposta. Vamos a ela, por mais dura que possa ser. Sabiam que entre a população brasileira os pequenos furtos iniciam cedo e passam de pai/mãe para filho. Exemplo? Lembra aquela folha A4 que estava "sobrando no escritório"? Ou do parafuso da fábrica, que alguém levou para casa? Vamos considerar que alguém a tomou para si e que ninguém deu por falta da dita folha. O que acontece? Na próxima ocasião, leva um pouco mais, porque lhe pareceu bem fácil. Mas o outro é muito ganancioso e inteligente também e logo recebe uma promoção. Folhas A4? Não. Agora ele leva o pacote inteiro e assim, conforme vai galgando os degraus das promoções, chega ao cargo máximo, pois agora ele é proprietário, um executivo de alta classe e reconhecido por todos. Bom. Aí ele não vai mais precisar do pacote de folhas. Logo, ele une seus gastos particulares com os gastos da empresa. Prestem atenção porque eu disse gastos e não frutos. Estes continuam particulares. Passam-se os anos, a empresa, antes tão grandiosa e próspera, hoje está falida e cheia de dívidas. Vai à bancarrota e, como a empresa nada tem em seu nome, fica tudo por isso mesmo. Os credores ficam sem absolutamente nada, entretanto permanecem a salvo os bens particulares daquele que antes levara apenas uma folha A4 e hoje é dono de grandes propriedades, fazendas, jatinhos e sabe lá o que mais. Em continuidade, este mesmo homem que levou apenas uma folha de papel A4 no passado se elege e ganha a eleição para vereador, depois para deputado... e sempre com belas palavras para que aqueles que ainda estão na caverna o aplaudam e acreditem sem questionar e muito menos usar a razão. Imagine esta mesma situação continuadamente entre vários empreendedores, onde isso vai parar? É claro que muitos continuarão a levar apenas uma folha ou quem sabe apenas um parafuso.
Lembra aquele biscoito que você deu ao seu filho no supermercado antes de passar pelo caixa? Então, use sua imaginação e troque a folha do A4 pelo biscoito. O resultado poderá ser o mesmo... você sabe como seu filho entendeu aquela situação?
Ah! Quase esqueço algo que considero muito significativo. Quando alguém nos revela algo de grande importância, a maioria da população diz o quê? Lá vem o sujeito com a teoria da conspiração. Ou ainda: Lá vem o cheio de imaginação fértil. Mas... será mesmo apenas uma teoria? Será mesmo que é apenas alguém com muita fantasia? Olhe a sua volta e perceba. Ouse ver e compreender. Não seríamos nós ainda dentro da caverna fazendo o que o outro faz? Ah! Poderá me dizer: Ei! Mas ele vai pagar o biscoito ao sair. Até pode ser que pague. Mas e o filho, por sintonia ou por falta dela, como será que vai entender a tal atitude? Será que ele já estará no momento de compreender que o pai vai pagar depois? Afinal... a maioria não paga. Nunca se deve julgar antes de se ter conhecimento dos fatos e, primeiro, devemos utilizar o crivo da razão.
Ódios. Amores. Traições. Catástrofes que acontecem pela ação do homem. Não temos guerras declaradas, mas sofremos os resultados delas. Miséria. Fome. Insegurança. Desconfiança. E o planeta, já agonizante, ainda à espera da ação bondosa do homem no sentido de protegê-lo. Entretanto o que fazer se mesmo a população não é protegida? O planeta já estertora em sua fraqueza, pois devastaram seu corpo. Tiraram sua alma, seus pertences que garantiriam a sua e a vida das próximas gerações. Poluíram suas lágrimas. Varreram suas raízes. Arrastaram suas esperanças.
Alguns perguntam por que Deus permite tantas catástrofes. Mas o Criador não destruiria a sua própria criação. Para cada ação existe uma reação esta é a lei natural da vida. Não pense ainda que o nosso solo esteja se vingando por tudo que lhe tiramos. Não. Ele jamais faria isso, pelo contrário, ainda tenta reagir para a sua sobrevivência, no entanto, por causa da fraqueza que lhe foi imposta pelas várias civilizações ao longo de seu tempo é que ocorrem as catástrofes. E assim segue a vida dos homens e do planeta. Homens nascendo e outros matando. E neste meio tempo o tempo vai escoando.
Já estamos na segunda década do terceiro milênio e os períodos estão cada vez mais difíceis. A população mundial teme o futuro, pois existe uma grande incógnita a respeito dele. Não obstante, o que muitos não entendem é que depende da ação deles próprios para que tudo se modifique. Parece que estão todos a dormir tão profundamente que não se dão conta disso.
São muitos os que não conseguem sair da caverna, na verdade nem tentam, porque para alguns o melhor mesmo é não saber o que realmente acontece lá fora, pois, se souberem, terão que agir ou reagir para se adaptar, enfrentar as verdades recém-conhecidas e outras que o novo conhecimento traria. Então o melhor é fazer como na crendice popular: imitar o avestruz, que simplesmente enfia a cabeça na terra, onde nada vê e nada ouve. Entretanto o que nos difere desta ave é que o homem precisa, necessariamente, ajoelhar-se e se apoiar no chão com as mãos. E para quem eles fazem esta reverência? Para a sua própria ignorância.
Tivemos um ser das Sombras por aqui que dizia que nunca vira e nada sabia sobre corrupções e bandidagens em seu governo. Certamente o avestruz tem mais caráter do que este e muitos dos seus comparsas políticos, empreiteiros, banqueiros, empresários, líderes de todos os escalões e tantos outros que aprontam todas e se escondem atrás da famigerada impunidade parlamentar. Ops!!!! Foi um pequeno lapso, pois eu quis dizer imunidade parlamentar. Mas é assim mesmo que agem. Uns protegem os outros e todos ELES se beneficiam. É o famoso ditado dos quatro, ou quarenta, seja lá quantos: um por todos e todos por um.
E no exterior? Entre as grandes potências? Para termos uma ideia, se fez uma comparação entre as últimas guerras no quesito - mortes de civis.
Durante a I Guerra Mundial, 10% de todas as vítimas eram civis.
No período da II Guerra Mundial, o número de civis mortos subiu para 50%.
Na Guerra do Vietnam, 70% de todas as vítimas eram civis.
Na guerra no Iraque, os civis representam mais de 90% de todas as mortes.
Mas não para por aí, não, pois os suicídios entre os soldados americanos nas últimas guerras foram maiores do que as mirtes que acontecem nos combates. Por que será?
É aterradora esta constatação do crescimento de mortes entre os civis e também dos suicídios, porque logo vem a pergunta: e na próxima guerra?
Apesar de tudo isto, devemos respeitar o tempo das pessoas e, em consequência, dos povos, até porque cada um deles tem o seu próprio momento. Entrementes, muitos já saíram da caverna e um resplandecente dia se apresenta para estes corajosos e destemidos seres. Uma nova oportunidade e novíssima em folha. Mas com ela também é chegada a hora da mudança. Esta alteração é para todos e isto inclui você, eu, nós! Entretanto ela também é extremamente individual. É com você que ela irá germinar e dar frutos para as gerações futuras. É você que irá decidir. As mensagens estão todas por aí, basta ter olhos para ouvir e ouvidos para ver.
Muito bem. Já aprendemos alguma coisa. Com a sua ajuda, então, vamos corrigir. Ter olhos para ver e ouvidos para ouvir... e fraternidade para distribuir.
É importante frisar, por necessário: a nossa alma precede nosso corpo material, que nem sequer possui inteligência, e, com isso posto, são preenchidas as condições necessárias para calcularmos há quanto tempo estamos presos em nossa caverna. O Criador nos fez todos iguais e ignorantes, donde se conclui que tivemos as chances e as oportunidades iguais de crescimento interior.
É essencial perceber: falo da evolução espiritual da nossa relíquia máxima, o espírito, e repito que saíram das Mãos do Criador todos iguais, sem colocar ou tirar uma vírgula ou ponto sequer. Diante deste importantíssimo lembrete, coloco a seguinte questão em pauta, que considero Urgente. Urgentíssima:
Com qual personagem você se identificou na teoria de Platão?
Questione-se. Talvez você se surpreenda com o resultado. Ou não.
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